Relógio

sábado, 10 de março de 2012

HOMENS CUIDADO COM A TENTAÇÃO Pr. Claudio Morandi

Homens e mulheres respondem à tentação de maneiras diferentes. As mulheres tendem a fugir da tentação enquanto os homens têm a tendência de 'nadar contra a correnteza' e esperar a tentação passar.
Nenhum homem deseja cair na tentação propositadamente. Todos os dias nós ouvimos de homens, homens cristãos, que caem. A menos que um homem permaneça eternamente vigilante, os seus próprios maus desejos o levarão a cair em tentação e pecado.
Seis tentações que os homens enfrentam:
Negligência emocional. Os homens são tentados a não dar às suas esposas as coisas que elas mais desejam: envolvimento emocional e intimidade; compartilhar a si mesma em um nível profundo, e esperam o mesmo do seu esposo. Deus ordenou: 'Maridos, amem as suas esposas, assim como Cristo amou a igreja' (Ef 5:25). A Bíblia não dá instruções similares às mulheres porque as esposas naturalmente desejam um relacionamento amoroso mais íntimo. Para os homens, isto deve ser aprendido.
Desejo. Os homens se tornam sexualmente estimulados visualmente. Quando, ocasionalmente, um homem olha e deseja, não significa que ele está deixando de amar a sua esposa. Ele está sendo tentado - física e espiritualmente. Nós vivemos em uma cultura super-estimulada sexualmente em que muitos homens têm drenadas, pela constante exposição, as suas energias espirituais e morais necessárias para resistir á tentação. A melhor maneira de resistir à tentação é fugir dela.
Falsos deuses. Você deve ter apenas um deus. Muitos homens tentam adorar um ídolo e Deus. Isto também é impossível. Idolatria é o erro de dar adoração e honra a qualquer poder ou objeto que não seja o próprio Deus. Devemos ir a Jesus Cristo e a ninguém mais. E qualquer coisa que não seja Ele nunca nos satisfará (i.e. realizações, dinheiro, prazer, possessões, poder, prestígio ou posição).
Dinheiro e dívidas. Os homens acham o dinheiro intoxicante. Jesus colocou o dinheiro como o seu competidor-chefe: 'Vocês não podem servir a Deus e as riquezas' (Mt 6:24). O homem não é apenas tentado a ganhar mais dinheiro, mas também a gastar mais dinheiro do que ele pode repor. A tentação não é amar a Deus ou ao dinheiro. A tentação é amar a ambos. Viver livre de dívidas dentro das suas possibilidades tendo Jesus Cristo como o Deus de sua vida é o objetivo.
Lamúrias e ressentimentos. A Bíblia fala das pessoas que se queixam da suficiência do cuidado de Deus. Quando os homens vêem outros avançando mais rapidamente, freqüentemente ressentimentos, ciúmes, inveja e amargura crescem dentro dele. Em geral, endurecem os seus egos. O meio de vencer esta tentação é aceitar que muitas vezes na vida vamos perder e olhar estas coisas de um ponto de vista positivo. Paulo disse: "Eu aprendi a viver contente em todas as circunstâncias" (Fp 4:11).
Orgulho. Orgulho teimoso freqüentemente faz com que um homem evite humilhar a si mesmo e admitir que está errado. A tentação do orgulho vem de muitas maneiras. A forma mais comum é a de um homem olhar os outros com desdém, como se eles fossem menos que ele. Este é o pecado da comparação, no qual um homem compara as suas (aparentes) forças com as fraquezas de outro. Igualmente insidiosa é a tentação para o homem olhar com desgosto para outros que têm se saído melhor que ele. O orgulho pode fazer com que alguns homens achem que estão acima dos chamados "toques emocionais" e então negligenciar emocionalmente as suas esposas. Deus te abençoe em Cristo Jesus.
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domingo, 4 de março de 2012

 
 
 
 
No meio da deterioração existente na cristandade, o crente tem que ir à fonte de todas as suas experiências de fé para ali ancorar a sua vida.

No coração dos escritos de João pulsa com particular intensidade um chamado a retornar ao princípio. O apóstolo tem um assunto, um enfoque e um estilo muito característicos, que o distingue claramente dos outros escritores do Novo Testamento. A sua ênfase não está posta nas coisas exteriores e visíveis, mas naquilo que é mais essencial, igualmente, inalterável. Ele nos fala a respeito de Cristo, a vida eterna que «estava com o Pai e nos foi manifestada».
Que significado tem a mensagem de João para a igreja? Algo muito importante: o seu ministério particular se centra em nos mostrar o caminho da restauração. Com efeito, João sobreviveu quase trinta anos aos doze apóstolos e também a Paulo. Ele viveu o suficiente para ser testemunha da decadência da igreja plantada por eles. Já Paulo e Pedro, pouco antes de partir, tinham escrito a respeito das escuras nuvens que se abatiam ameaçadores sobre o futuro dos santos. Mas, no final do primeiro século, ao lermos sobre o estado das igrejas da Ásia no livro de Apocalipse, encontramos que a tormenta já tinha começado a desencadear-se (de fato, entre as igrejas da Ásia, só duas são aprovadas, enquanto que cinco são achadas em falta aos olhos do Senhor). Deste modo, coube a João contemplar com os seus próprios olhos como a igreja abandonava a simplicidade e pureza do fundamento original.
E este é o significado mais importante do seu ministério. No plano de Deus, João devia ser testemunha dessa decadência, pois, formado no mais íntimo conhecimento do Senhor, era também o homem mais preparado para mostrar à igreja o caminho de volta ao princípio esquecido.

Três perigos

João nos fala disso em sua primeira carta. Deixando de lado os perigos de caráter externo (como a perseguição imperial), ele nos alerta contra outros de natureza interna e, neste sentido, muito mais destrutivos.
O primeiro deles se encontra na separação para uma vivência puramente conceitual da verdade. Possivelmente o contato com a filosofia especulativa dos gregos estava na raiz deste problema. Muito rapidamente, a revelação fresca e vivificante de Jesus Cristo no coração do seu povo, seria substituída por uma teologia meramente conceitual e extremamente complexa. Uma elaborada e intrincada linguagem de especialistas. No entanto, o discípulo que talvez tenha conhecido mais intimamente ao Senhor, é extremamente simples em suas palavras. Pois para ele, Jesus Cristo não é um árido paradigma teológico, mas uma experiência vital e, em certo sentido, quase inexpressável. Ali onde tocamos a própria realidade do Senhor, as palavras se tornam necessariamente singelas. Tão incapazes são de expressar o que experimentamos.
O segundo perigo está na tendência para a organização e a complexidade. A primeira igreja era extremamente simples quanto a organização. Na realidade, ela não era absolutamente como as instituições e organizações humanas. Ela era um corpo, um organismo vivo. Mas, com o passar do tempo, alguns homens decidiram que já era hora de lhe dar um pouco de estrutura e organização. Desta maneira, encontramos certo Diótrefes ostentando o primeiro lugar em uma igreja, e opondo-se a João. Com o passar dos séculos, esta tendência se faria cada vez mais acentuada e a igreja acabaria convertida em uma enorme e eficiente estrutura, organizada a imagem e semelhança do império romano. A tragédia de tudo esteve em que Cristo deixou de ser o centro real e vivente de sua igreja. Outras coisas teriam que usurpar o seu lugar.
O terceiro perigo é o mais importante, pois é também a explicação dos dois anteriores. João o chama de o espírito do anticristo. Este espírito se caracteriza porque nega que Jesus Cristo veio em carne. Vale dizer, nega a encarnação do Filho de Deus. Isto traz como conseqüência uma separação entre a igreja e Cristo, a sua cabeça. Esta é a verdadeira causa que se esconde depois dos primeiros dois perigos. Para entender melhor em que sentido este espírito divide à igreja de seu Senhor e compreender a gravidade deste fato, é necessário saber como ocorreu tudo desde o começo. E aqui está também o caminho da restauração assinalada por João.

A vida original

Para recuperar a igreja original, João nos diz que temos que retornar primeiro à vida original. A vida que estava no princípio com Deus. Antes que algo fosse criado, ela se encontrava escondida no seio do Pai. O apóstolo a chama «a vida eterna», mostrando com isso o seu caráter mais essencial. É eterna porque é divina. Na verdade, trata-se da vida que possui o Deus eterno. Por este motivo, não muda, não se enfraquece, não decai nem jamais morre. Ela é a causa de existir a eternidade.
A vida – nos diz João– foi manifestada e a temos visto». Aqui está a medula de sua mensagem. Ele nos fala de ter ouvido, tocado, contemplado e apalpado o Verbo da vida. Esta experiência íntima e profunda com Jesus Cristo explica o nascimento de algo chamado igreja sobre esta terra. Nada mais o pode explicar, pois, segundo João, ela tem a sua causa precisamente nesta experiência original.
Mas, de que experiência estamos falando? A resposta a esta pergunta nos aproxima do coração da mensagem joanina: a experiência de Jesus Cristo com os doze.
O Verbo de Vida se fez carne e habitou entre nós. Disto se trata tudo. João era já muito velho quando escreveu a sua carta, mas certamente podia recordar vividamente o momento em que Jesus cruzou por seu caminho. Um dia qualquer em sua vida comum de pescador junto ao mar da Galiléia, enquanto remendava as suas redes, a vida eterna se deteve por um instante junto a ele e lhe disse: «siga-me». Isso foi suficiente. A partir desse dia, João abandonou tudo e se uniu a mais onze homens na incerta aventura de seguir e conhecer a Jesus. Nada sabiam ainda do alto chamado que tinham por diante, pois, compreendamo-lo bem, eram sós doze homens comuns cujas vidas teriam permanecido para sempre no anonimato caso não tivessem tido o seu encontro com Jesus.
Mas o encontro aconteceu e muito em breve toda a história do mundo ficaria transtornada por este acontecimento. Durante os próximos três anos e meio seguintes os doze viveram para conhecer a Cristo em quase toda circunstância humana possível. Sucessiva e progressivamente, experiência após experiência, aqueles homens foram despidos e esvaziados, moídos e amassados até vir a ser «uma só coisa» com ele. E nessa profunda e participativa comunhão com Jesus Cristo chegaram, finalmente, a formar parte de algo que está completamente além da esfera deste mundo. Pois, na verdade deveriam experimentar a vida tal como era experimentada desde a eternidade no íntimo seio da Trindade. Contemplando a Cristo viver por meio da vida do Pai, eles aprenderam a viver por meio de Cristo. Esta foi a sua lição mais importante.
Como expressar com palavras o que esses homens viveram com Jesus Cristo? Como definir o mais essencial da sua experiência? João nos resume isso com uma só palavra: amor. Porque para o discípulo amado, o amor não é um ingrediente a mais da experiência cristã, mas o ingrediente fundamental. A vida que eles conheceram em Jesus tinha, sobretudo, essa forma essencial: «... como havia amado aos seus que estavam no mundo, amou-os até o fim». Aqueles homens foram amados por Jesus, e através dele, pelo Pai. Em todas as diversas experiências vividas junto ao Mestre aquele atributo predominante de sua vida divina foi cativando, envolvendo e transpassando. E, por isso, quando o Senhor lhes entregou o seu mandamento mais importante, entenderam claramente o que estava lhes mandando: «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei».
Esta experiência os transformou por completo, até convertê-los nos doze homens que mudariam o mundo, quando, depois do Pentecostes, aquela vida veio morar dentro deles para sempre.

A família de Deus

No princípio da igreja se encontra esta experiência dos doze com Jesus Cristo. Esta é a matriz original, o ponto de partida. O caminho da restauração nos traz necessariamente de volta ao princípio de tudo. Para muitos, a origem da igreja se encontra no livro de Atos e, particularmente, no ministério de Paulo. Portanto, procuram estabelecer um modelo de ação a partir de suas práticas e ensinos apostólicos. No entanto, ainda que apreciemos o imenso valor de Paulo e seu ministério, temos que reconhecer que a origem histórica da igreja se encontra além de Paulo, e inclusive, do livro de Atos: em Jesus Cristo, tal qual o conheceram os seus doze discípulos. Por isso, na nova Jerusalém os seus nomes se encontram escritos nos doze fundamentos da cidade. Há aqui um ensino precioso.
E João nos fala em representação dos doze apóstolos originais: «O que vimos...». A sua voz se expressa intencionalmente com o sujeito no plural «nós». Se queremos voltar para os caminhos da igreja de Atos e ao ministério de Paulo e seus colaboradores não podem partir pelo externo e visível. Devemos passar mais à frente, até o que era desde o começo e permanece, portanto, inalterável: Jesus Cristo mesmo, «a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada».
Diante disso, é possível que hoje, depois de dois mil anos de história, possamos recuperar aquela experiência vital do princípio? E João nos responde: Sim; é possível! Porque precisamente a qualidade essencial da vida que Deus nos deu em Cristo é a eternidade. Ele não esteve por um breve tempo entre nós e logo partiu (esta era a implicância do que alguns ensinavam nos dias finais de João). Mas, a verdade é muito diferente. Aquela vida que, em um princípio, habitava unicamente no corpo físico de Jesus, foi liberada na cruz e expandida para converter-se na vida de todos os que crêem nele. Este foi, como se tem dito, o significado mais importante do Pentecostes. E a matriz dessa união vital com Cristo foram os doze.
Não obstante, o Senhor lhes enviou para reproduzir com muitos outros a sua experiência original, pois mediante a sua morte e ressurreição, Cristo criou uma realidade nova: a igreja que é o seu corpo. Ela está formada por todos os filhos de Deus, aqueles que tendo crido em Jesus Cristo, chegam a formar uma só «coisa» com ele. Têm, portanto, os genes de Deus dentro de si. Visto que Deus pôs em seus espíritos a sua própria natureza por meio do Espírito Santo, participam também de sua vida, que é imperecível.
Por esta causa, ele tem o poder e a autoridade para viver até o fim dos séculos a mesma experiência transformadora dos doze apóstolos. Esta é a sua missão e a vocação fundamental.
O fruto característico dessa vida é o amor. Se nós «dermos uma oportunidade» à vida e a deixarmos crescer para que realize o seu íntimo desígnio, ela nos levará a viver juntos e unidos com todos aqueles que têm a mesma vida. É como um ímã. Apega-se a tudo o que tem a mesma natureza. Pois, o que ela procura é nos amassar e nos entretecer em Cristo, por meio de laços profundos e indestrutíveis de uns com os outros para formar uma só família nele. «Nós sabemos que passamos da morte para a vida em que amamos os irmãos». Se a vida eterna estiver em nós, «naturalmente» procuraremos viver unidos em amor uns com os outros. Esta é a única prova de que realmente possuímos a vida do Filho de Deus. Nem a multiplicação, nem a unção, nem os dons, nem o tamanho, nem ainda a mais profunda revelação de Deus, são uma prova suficiente.
Pois, acima de tudo, a vocação básica da igreja é ser uma família cujos membros se amam profundamente entre si. Porque assim ocorre primeiro na terra da Trindade.
Precisamos modificar radicalmente a nossa concepção de igreja. Ela não é algo que fazemos, mas algo que somos. Não é uma organização, ou estratégia, ou empresa ou organização complexa e eficiente. Muito menos o edifício onde os crentes se reúnem. A igreja é Cristo expresso corporativamente na terra. Ali onde encontramos à igreja, tal como ela deve ser, encontramos também a Cristo. Ele não pode ser separado de sua igreja.
No entanto, é aqui onde o espírito do anticristo (o terceiro perigo) fez estragos. Durante séculos enganou aos santos para lhes fazer ignorar a sua verdadeira natureza e herança em Cristo. Tem separado o Cristo vivo da sua igreja, escondendo-o em complexas teologias e áridas doutrinas; em organizadas e eficientes hierarquias eclesiásticas; em ruidosos cultos-espetáculos; em poderosos e cegadores ministérios ungidos; e, enfim, em toda sorte de movimentos, ênfase, modas, ensinos e práticas excêntricas. Como resultado, os crentes passam a vida procurando um Senhor que sempre está fora deles, longe, em alguma outra parte.
Mas, apesar de tudo, em nossos dias Deus está abrindo os olhos de muitos dos seus filhos para que descubra quem na verdade são e tornem a viver na simplicidade e pureza original, centrados totalmente no Senhor que é o tudo de sua igreja.
Precisamos voltar para os caminhos da primeira igreja. Para isso, nosso ponto de partida deve ser o mesmo de João e outros apóstolos: a experiência de conhecer e experimentar a Cristo de uma maneira conjunta e participativa, até que ele seja o nosso centro e o nosso tudo. Nada pode substituir isto, pois tudo o mais na vida da igreja brota desta fonte primitiva. Dali ela cresce e se desenvolve segundo o intuito de Deus.
Para onde? Para a plenitude, quando tudo nela seja Cristo, do centro até a circunferência; até que cada partícula de seu ser tenha sido tirada de Cristo, assim como cada célula da Eva proveio da carne de Adão.
Podemos imaginar o apóstolo João como um sobrevivente. Através das gerações, no meio da fumaça e as ruínas da cristandade no campo de batalha, um homem, apesar de tudo, permanece em pé. E em sua mão direita guarda um mistério; uma pequena semente, que parece insignificante, mas que encerra em seu interior o maior dos segredos: a vida divina. Se a semearmos – nos disse– ela tornará a crescer até que uma robusta árvore estenda a sua verde folhagem debaixo do céu. Tal como ocorreu no princípio, pois a vida que Deus nos deu ali, em seu Filho, é tão eterna como ele mesmo. Esta é a vida que Deus semeou em sua igreja. Deixemo-la crescer até que alcance o seu íntimo intuito!

Rodrigo Abarca

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


A PALAVRA DA CRUZ
justificação; e agradecer a Deus pelo que Ele providenciou. Deus enviou seu Filho
amado ao mundo para ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Nosso
Senhor Jesus Cristo foi crucificado, seu sangue foi derramado e, pelo derramamento do
... seu sangue, nossos pecados são perdoados.
Na época do Velho Testamento, uma vez ao ano, no dia da expiação, o sumo
sacerdote tomava o sangue, entrava para dentro do véu e aspergia o sangue no
propiciatório e também diante dele, para fazer a expiação pelo povo. O pecado da nação
era perdoado porque o sangue estava no propiciatório. Mas a realidade está em nosso
Senhor Jesus Cristo, nEle mesmo, quando Ele tomou o seu próprio sangue e entrou não
no tabernáculo feito por homem, mas no próprio céu. Lá Ele fez a expiação pelos nossos
pecados. Se o sangue de bois e de bodes purificava pessoas, muito mais o sangue de
nosso Senhor Jesus Cristo que ofereceu-se a si mesmo, imaculado pelo Espírito eterno,
purificar-nos-á das obras mortas para adorar o Deus vivo. No sangue da cruz de nosso
Senhor Jesus, nossos pecados são perdoados e nós somos justificados diante de Deus -
como se nunca houvéssemos pecado. Isso é o que a cruz fez por nós. Isso é o que a
cruz diz a nós.
Todos temos experimentado a preciosidade do sangue que perdoa-nos os
pecados, purificando-nos de toda nossa injustiça e fazendo-nos aceitáveis a Deus para
que possamos permanecer de consciência pura diante dEle. O sangue não só expia os
nossos pecados diante de Deus, como também nos limpa da nossa má consciência e nos
dá paz. O sangue também cala a boca do acusador, nosso inimigo, de maneira que ele
não é capaz de nos acusar mais. O capítulo 5 de Romanos nos diz que fomos lavados
pelo sangue, justificados e que agora temos paz com Deus. Estamos em sua presença e
temos seu favor. Assim, irmãos e irmãs, a posição que temos hoje é devido à cruz. A
cruz falou e nós cremos. Por causa disso, fomos justificados.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Unidade do Corpo

Queridos irmãos e irmãs, por esse mesmo fato – o Senhorio de Cristo e a unidade
do corpo – a igreja se torna este testemunho, esta prova; e isso é poderoso. Eles saíram,
começando por Jerusalém, então por toda a Judéia, e Samaria, e até aos confins da terra,
não apenas proclamando que Jesus é Senhor, mas com suas próprias vidas sob o Senhorio
de Cristo. Eles saíram como um corpo; não dividido, não disperso, mas como um corpo.
Por isso, nos primeiros dias, as pessoas olhavam para estes crentes e diziam: “Olhem
para estas pessoas; como elas amam unas as outras!” este é o poder. A personalidade do
Senhor, Dele mesmo, veio sobre estas pessoas, e eles se tornaram uma expressão
corporativa de Cristo. Isso é o reino de Deus.
O reino de Deus não é uma coisa geopolítica. O reino de Deus é o governo pessoal
de Deus. É o próprio Deus, Cristo sendo formado em Seu povo. Sua pessoa, Sua
personalidade está sendo formada em um corpo coletivo, e então você vê o reino de
Deus; ali Ele é o Soberano; ali Ele é o governo sobre tudo; ali Sua autoridade é
obedecida.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

É PRECISO RENASCER

A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. João 3:3,7.O novo nascimento não é uma mera mudança exterior, não é uma simples mudança de vida, nem esforçar-se para ter uma vida melhor. O novo nascimento é muito mais que caminhar até o pastor e apertar-lhe a mão. É uma obra sobrenatural de Deus no espírito do homem, é uma maravilha transcendente. Todas as obras de Deus são maravilhosas. O mundo em que vivemos está cheio de coisas que nos surpreendem. O nascimento físico é uma maravilha; mas, de vários pontos de vista, o novo nascimento é mais extraordinário. É uma maravilha da graça, da sabedoria, do poder e da beleza divina. É um milagre realizado em nós, sobre o qual podemos estar pessoalmente conscientes. É uma maravilha interna e eterna. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. Ezequiel 36:26-27.O novo nascimento é a linha divisória entre o céu e o inferno. Aos olhos de Deus há somente dois tipos de pessoas nesta terra: aquelas que estão mortas em pecados e aquelas que andam em novidade de vida, ou seja, renascidas em Cristo. No âmbito físico, não há um estado entre a vida e a morte. Um homem ou está morto ou está vivo. A faísca de vida pode estar muito fraca, mas enquanto ela existe, a vida está presente. Se a faísca se apaga por completo, ainda que você vista o corpo com roupas bonitas, este não passa de um cadáver. Isso também acontece no âmbito espiritual. Ou somos santos ou pecadores, espiritualmente vivos ou espiritualmente mortos, filhos de Deus ou filhos do diabo. Em vista deste fato solene, quão significativa é a pergunta: Eu já cri em meu novo nascimento em Cristo? Se a resposta é não, e se você morrer nesta condição desejará nunca haver nascido. O perverso será arrancado da sua tenda, onde está confiado, e será levado ao rei dos terrores. Jó 18:14.Muitos pensam que o novo nascimento é ser batizado, ou ser membro da igreja, ou líder, ou elogiado! Mas isso não é o novo nascimento. Se não houver certeza evite evasivas, mas peça ao Senhor que lhe dê a certeza do novo nascimento. “Todo o que pede recebe”. O Senhor Jesus Cristo apresenta muitos obreiros sensacionais que naquele dia serão condenados por não terem nascido de novo. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. Mateus 7:22-23.Que adianta práticas fantásticas de religião e não entrar no Reino de Deus? O importante é ter a certeza plena do seu novo nascimento em Cristo. Foi o próprio Senhor quem declarou que o novo nascimento é o único meio de ver o Reino de Deus e entrar nele. Então, o importante é renascer e entrar no Seu Reino. Qualquer religião que não resulte a entrada no Reino de Deus é uma fraude. E quantas pessoas estão iludidas, embora sinceras, com tanta religiosidade, sem entrar no Reino de Deus tendo que ir inapelavelmente para o inferno. Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus. Salmos 9:17.Há somente duas condições, e cada homem está incluído numa delas: a condição de vida espiritual e a de morte espiritual. Uma é a condição de justiça, a outra, de pecado; uma é salvação, a outra, condenação. Uma é inimizade, na qual o homem tem inclinações contrárias a Deus; a outra é amizade e comunhão, pelas quais os homens andam com Deus em obediência, não desejando ter intenções opostas à vontade dEle. Uma condição é chamada trevas, a outra, luz. Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor. Efésios 5:8-10.Na Queda, o homem se tornou desqualificado para aquilo que é bom. Nascido em iniqüidade e concebido em pecado, o homem é um “transgressor desde o ventre materno”. O homem pode ser civilizado, educado, sofisticado e religioso, mas no coração ele é “desesperadamente corrupto”. Tudo o que ele faz é desprezível aos olhos de Deus, porque nada que o homem faz procede do amor de Deus e do propósito de glorificá-lO. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Mateus 7:18. Enquanto o homem não passar pelo novo nascimento em Cristo, ele é “reprovado para toda boa obra”. Na Queda, o homem adquiriu uma indisposição para o que é bom. Todas as ações da sua vontade caída, por causa da ausência de um principio correto do qual elas poderiam fluir e da ausência de um propósito correto para o qual elas se dirigiriam, são nada mais do que maldade e pecaminosidade. Se deixarmos uma pessoa entregue a si mesma, e retirar dela todas as restrições impostas pela lei e pela ordem, verá que rapidamente ela descerá a um nível mais baixo do que o dos animais. Os homens vivem debaixo de uma camuflagem de boa gente, mas nós sabemos que não há ninguém bom. O pecado contaminou tanto o homem que suas afeições estão tão corrompidas que ele ama o que Deus odeia, e odeia o que Deus ama. A condição do homem é deplorável, e seu caso, desesperador. O homem não pode melhorar a si mesmo, porque é fraco. Ele não pode produzir a sua própria salvação, pois nele não habita bem nenhum. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Romanos 7:18.São bem poucos os que crêem que isso é verdade a respeito de si mesmos. Pelo contrário, dezenas de milhares de crentes professos enchem-se de vã e presunçosa confiança de que está tudo bem com eles. Enganam-se com esperanças de misericórdia, enquanto vivem fazendo sua própria vontade e agradando a si mesmos. Imaginam que estão aptos para o céu, enquanto a cada dia estão mais preparados para o inferno. O homem é uma criatura caída. Isto não significa que apenas algumas poucas folhas murcharam, mas sim que toda árvore apodreceu, da raiz até aos ramos. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo. Isaías 1:6.A despeito das amáveis exortações dos amigos, as fiéis advertências dos servos de Cristo, os exemplos solenes de sofrimento, tristeza, enfermidade e morte, os quais vemos em toda parte, e a resolução da própria consciência, os homens ainda se rendem ao mal. O Senhor viu isso: E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Gênesis 6:5Dessa forma fica evidente a necessidade de uma mudança radical e revolucionária no homem caído, antes que ele possa desfrutar da comunhão com o Deus três vezes santo. Irmãos, como alguém pode voltar-se para Deus sem um fundamento de mudança espiritual? Como alguém de natureza abominável e diabólica pode ser digno do Reino de Deus? A resposta é muito simples: nascendo de novo! E o novo nascimento é Deus por Sua graça pelo Espírito Santo, em Cristo, tirando a nossa natureza perversa e velha e crucificando-a na cruz no corpo de Jesus Cristo conforme diz as Escrituras em Romanos 6:6 sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado. As igrejas do Senhor estão muito prejudicadas por pessoas não renascidas. Sem remover a natureza podre do interior, ninguém deveria ser membro da igreja, pois o resultado é negativo e prejudicial. No Novo Testamento há uma figura para indicar o novo nascimento que é despir-se do velho homem, e revestir-se do novo. E nós só podemos nos despir do velho quando ganharmos a experiência de nossa morte com Cristo. Se você creu que foi morto na cruz com Cristo, você poderá se despir do velho e se revestir do novo. Efésios 4:22-24 no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Temos certeza que o novo nascimento é obra divina na experiência humana; Deus pode fazer isto em qualquer pessoa. Ore com interesse para que o Senhor realize este milagre em seu interior. Amém.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


quarta-feira, 3 de novembro de 2010




“...é CRISTO em você, CRISTO em mim, CRISTO nela..."

O que é a Igreja do Senhor Jesus?

Essa é uma das questões que não deveria, mais infelizmente se tornou um ponto intrigante dentro do contexto evangélico moderno. Quando estudamos a epístola aos Efésios descobrimos que nessa epístola está a mais elevada visão da Igreja do SENHOR JESUS em toda a Bíblia. Considerar isso é de suprema importância, pois seremos corrigidos de muitas distorções erradas quanto a Igreja. Dentro do contexto histórico da nossa realidade cristã temos visto que a Igreja perdera sua identidade mística. A Igreja do SENHOR JESUS tem sido mais vista por sua organização do que como organismo vivo constituído de pessoas que são metaforicamente exibidas na Bíblia como sendo as pedras vivas da edificação de DEUS. Quando estudamos essa epístola somos conduzidos pela sabedoria de DEUS por meio da Sua Palavra a compreender o caráter prático quanto à vida da Igreja, como ela existe, como foi gerada, como deve ser seu andar e testemunho.

Quando você estuda Efésios, nessa maravilhosa epístola Paulo diz que a Igreja é o Corpo de CRISTO – (Ef 1.23). A grande ênfase de Paulo em Efésios é apresentar a Igreja como Corpo de CRISTO - “a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas”. Na Bíblia na Linguagem de Hoje esse texto está assim: “A Igreja é o corpo de CRISTO; ela completa CRISTO, o qual completa todas as coisas em todos os lugares”. Agora, quando estudamos Apocalipse, não vemos em nenhum versículo dizendo que a Igreja é o Corpo de CRISTO; mas em Apocalipse, a Igreja é apresentada como a Noiva de CRISTO. Vamos ler os textos em Apocalipse onde temos a ocorrência dos versículos que diz que a Igreja é a Noiva de CRISTO:

- Ap 21.2: “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de DEUS, ataviada como noiva adornada para o seu esposo”;

-
Ap 21.9: “Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro”;

-
Ap 22.17: “O ESPÍRITO e a Noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”.

Vamos entender isso fazendo o seguinte paradoxo:

1. Quanto à sua vida, a Igreja é o corpo de CRISTO;
2. Mas considerando o seu futuro, ela é a noiva de CRISTO;
3. Quanto a união de CRISTO com a sua Igreja, a Igreja é o seu corpo;
4. Considerando o relacionamento íntimo de CRISTO com a Igreja, a Igreja é Sua noiva.

O irmão Watchaman Nee em seu livro a Igreja Gloriosa, faz um belo paradoxo quanto a essas duas posições, que segundo ele, esses aspectos diferentes têm a ver com a diferença de tempo:

- Hoje a Igreja é o corpo de CRISTO, mas no futuro a Igreja será a noiva de CRISTO;

- A Igreja é o corpo de CRISTO com o propósito de manifestar a vida de CRISTO;

Um dia, quando a Igreja amadurecer em vida, DEUS trará a Igreja para CRISTO, e naquele dia, ela se tornará a noiva de CRISTO. Quanto ao sentido prático, como podemos definir a Igreja? Uma só pessoa não é a Igreja, mas também, precisamos entender que mil pessoas podem ser mil indivíduos e não Igreja. A Igreja é um corpo por onde o ESPÍRITO SANTO pode expressar Seus desejos e toda a vontade do Pai Celeste para a glória do SENHOR JESUS. Note que o SENHOR JESUS diz no versículo 18 de Mateus 16: Também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra, edificarei a minha Igreja”. Esse termo “edificarei” é muito significativo, portanto, vamos atentar para ele: A primeira coisa que aprendemos aqui é que é CRISTO quem edifica a Igreja.

Aqui temos a revelação de quatro princípios:

1º - A Palavra que tem que ser pregada na Igreja é CRISTO, crucificado;
2º - A Igreja não é edificada por nada que não seja CRISTO;
3º - Nada que não revele CRISTO, nada que não traga visão maior da pessoa e obra de CRISTO, jamais pode prevalecer no meio da Igreja do SENHOR JESUS CRISTO;
4º - O ministério existe na Igreja para mostrar CRISTO, para levar as pessoas a CRISTO; 5º - CRISTO é o material com o qual a Igreja é edificada. Ele mesmo, a sua Pessoa formada em nós, pelo eu ESPÍRITO, pela sua Palavra, pelo trabalho da cruz;

O irmão Stephen Kaung definiu a Igreja assim: “A Igreja é CRISTO em você, CRISTO em mim, CRISTO nela, menos você, ele, ela e eu”. Portanto, sintetizando, a Igreja é CRISTO.

O SENHOR JESUS no versículo 18 de Mateus 16: “Eu edificarei a minha Igreja”. Ele está falando de algo particular, pessoal, uma propriedade exclusiva. A Igreja é propriedade do SENHOR JESUS. Creio que para entendermos isso, temos que estudar a conversão de Paulo em Atos 9, para que tenhamos uma ilustração bíblica sobre esse assunto. Porque foi essa verdade que Paulo aprendeu quando ele caiu na estrada de Damasco e ficou cego. Veja que em Atos 1.4. Lucas usou um termo muito forte na língua grega para falar da queda de Saulo de Tarso; ele diz: “e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” Quero que você note a palavra “caindo”. No grego essa palavra é pipto, e significa: “cair dominado pelo terror ou espanto”, “desmembramento de um cadáver pela decomposição”, “chegar ao fim”, “desaparecer”, “ser destituído de poder pela morte”. Quando ele ouve aquela voz, ele pergunta: “Quem és SENHOR? E disse o SENHOR: Eu sou SENHOR, a quem tu persegues” – (v.5). Saulo tinha tanta convicção a respeito de quem falava que ele faz a pergunta usando uma expressão impressionante. Ele usa a palavra IAVÉ (JEOVÁ), que é o nome de DEUS no Velho Testamento. O DEUS da aliança. E JEOVÁ responde assim: “Eu sou JESUS” – (v.5). Quem é JESUS? É IAVÉ. É o DEUS encarnado. Essa é a primeira parte da resposta. E aquela voz continua assim: “... a quem tu persegues...”. Essa verdade governou toda a visão e o ministério de Paulo. Em Atos 26.19, Paulo disse: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial”. Veja que Paulo teve duas visões ao mesmo tempo:

A primeira visão - Quem é JESUS? JESUS é JEOVÁ;

Os fariseus não podiam admitir isso. Quando o SENHOR JESUS disse lá em João 10 que Ele era o Filho de DEUS, eles falaram que ele tinha demônio (Jo 10.20) Paulo era um desses fariseus, que não podia admitir isso. IAVÉ encarnado? Isso era absurdo para Paulo admitir; Então ele ouve a voz dizendo: “Eu sou JESUS”. Essa é a primeira visão de Paulo;

A segunda visão - “a quem tu persegues”.

Paulo não estava perseguindo JESUS. Paulo estava perseguindo a Igreja de JESUS.Então, qual foi a outra verdade que ele entendeu por essa voz? Para compreendermos isso vamos entendê-las por quatro proposições:

Primeira proposição - Que CRISTO está no seu Corpo.
Segunda proposição - Que o Corpo de CRISTO é um com CRISTO.
Terceira proposição - Quem toca no Corpo de CRISTO, toca em CRISTO.
Quarta proposição – CRISTO e a Igreja são Um!!

Paulo viu as duas coisas ao mesmo tempo. JESUS é DEUS, e o corpo de CRISTO é o próprio CRISTO. É por isso que em 1 Coríntios capitulo 12 e o versículo 12, ele usa uma frase muito interessante. Ele fala assim: “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a CRISTO”. Aqui ele usa uma frase tremenda. Ele diz assim: “assim também com respeito a CRISTO”. É um versículo tremendo.

A palavra grega para Igreja na língua grega é eclésia. Essa palavra vem de dois vocábulos, o primeiro é Ec, que significa “por para fora”, “cortar fora”, e clésia, uma derivação do verbo Kaleo, que significa “chamar”, de onde vem à expressão Para Kaleo, Paracleto, que se refere ao ESPÍRITO SANTO, aquele que chama para o lado. Então essa palavra Eclésia, indica que nós somos um povo amputado, um povo que foi cortado do mundo. O SENHOR JESUS disse: “eu sou a videira e vocês são os meus ramos”. O SENHOR usou essa figura para mostrar a identificação Dele com a Igreja. Vocês são os ramos, eu sou a videira, e vocês estão em mim. Ele não falou: eu sou o tronco e vocês são o ramo. Ele falou que era a árvore. Eu sou a videira. Videira é a árvore toda, e nós, onde ficamos nisso? Nós somos os ramos. Ou seja, nós somos a videira também. Vamos ver Números 23.9: “Pois do cimo das penhas vejo Israel e dos outeiros o contemplo: eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações”. Em Números você vê que Balaão sobe ali a primeira vez no monte, contratado por dinheiro, um profeta mercenário, para amaldiçoar o povo de DEUS. A Bíblia diz que Balaão sobe no monte e vai amaldiçoar o povo de DEUS. Quando ele vai amaldiçoar, o ESPÍRITO de DEUS desce sobre ele, e nas três vezes que ele tenta, ele não consegue. Primeiro, ele acha que o lugar é que está errado, e vai tentar subir no outro. Sobe do outro lado do monte, acha depois que o sacrifício é que está errado. Na verdade, era ele que estava errado. Infelizmente ele não via isso. Então, ele prossegue na tentativa de oferecer um sacrifício melhor, e as três vezes que ele quer amaldiçoar, ele abençoa. A primeira vez ele diz assim: “eis que este povo habitará só e entre as nações não será contado ”. Veja que Balaão diz que Israel era um povo separado. Esse povo não é contado. Precisamos saber que nós só temos uns aos outros, além do nosso SENHOR. Só temos uns aos outros para contarmos. Nós não podemos contar com ninguém mais. Nós somos um povo separado, exclusivo, um povo exclusivamente de CRISTO. Nós precisamos dar valor à Eclésia, ao corpo de CRISTO, porque nós fomos amputados do mundo. É um povo que habita só.

O SENHOR JESUS disse: “Eu edificarei a minha Igreja”. Imagine isso, que esse povo que habita só, está debaixo desse “Eu edificarei!”. Portanto, vemos que a Igreja não é uma organização denominacional, ela é o Corpo de CRISTO, para expressar CRISTO. Ela é um organismo vivo. Sua identidade é espiritual, sua vida é CRISTO. O homem não pode fundar a Igreja, e é interessante que alguns dizem que são fundadores da Igreja. O máximo que o homem pode tentar é afundá-la, mais graças a DEUS porque o SENHOR JESUS disse que: “as portas do inferno” não prevaleceriam contra a Igreja do SENHOR JESUS.

Espero que DEUS no poder do Seu ESPÍRITO SANTO te edifique com Sua Palavra.

Luiz Fontes

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou
(2 Co 5:15). Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (Gl 3:13a).

Sl 51:5; Jo 19:31-35; Rm 8:3; Hb 4:15; Tg 1:14-15
Alimento Diário - Dong Yu Lan - Árvore da VidaComo vimos ontem, a natureza pecaminosa de Satanás está na alma do homem, levando-o a pecar, e, nessa condição, nenhum ser humano poderá governar o mundo que há de vir.
Por isso Deus veio redimir o homem. No Antigo Testamento, quando alguém pecava, tinha de oferecer um animal como sacrifício. Naquela época, os homens eram em menor número do que hoje. Além disso, o mal se multiplicou, e os homens cometem muito mais pecados.
Se um israelita pecasse, teria de oferecer um animal como sacrifício. Imagine quantos pecados o homem comete num só dia atualmente! Se cada pecado cometido precisava de um animal, quantos animais seriam necessários para pagar por nossos pecados? Seriam infindáveis holocaustos! Por essa razão, essa prática se tornou inviável. Graças ao Senhor, porque Deus mesmo se tornou carne e tomou forma de homem, morrendo, de uma vez por todas, como sacrifício por nossos pecados.
Porque a carne do homem é pecaminosa, Satanás o instiga a pecar (Sl 51:5; Tg 1:14-15). Como Jesus é nascido de Maria, Satanás também poderia encontrar uma oportunidade para entrar Nele. Entretanto o corpo de Jesus era especial, pois tinha apenas a semelhança da carne pecaminosa, mas não tinha pecado (Rm 8:3). Ele foi tentado em todas as coisas como nós, mas não pecou (Hb 4:15). Assim, o Senhor estava qualificado a morrer em nosso lugar.
Jesus viveu trinta e três anos e meio e, na cruz, seu sangue nos libertou de nossos pecados. Graças a Deus, o Senhor Jesus não somente morreu, mas também ressuscitou para nos trazer a vida de Deus. Aleluia!
Com respeito à Sua morte cremos que, pelo Seu sangue, Ele resolveu o problema de nossos pecados. Isso é verdade, mas há aqui uma sequência interessante para a qual devemos atentar. Quando Jesus estava na cruz, Ele morreu primeiro e derramou o sangue depois. Jesus estava com uma coroa de espinhos na cabeça, de onde saía muito sangue, e nas duas mãos havia cravos pregados. Se esperassem esgotar a última gota de sangue, isso poderia levar dois, talvez três dias. O Senhor Jesus foi crucificado numa sexta-feira e morreu seis horas depois de ser posto na cruz.
A pedido dos judeus, os soldados de Pilatos foram quebrar as pernas dos criminosos crucificados. Provavelmente, eles tinham medo que os crucificados fossem tirados dali no sábado, e, caso isso acontecesse, eles nada poderiam fazer. Quando, porém, os soldados chegaram a Jesus, viram que Ele já estava morto e não Lhe quebraram as pernas (Jo 19:31-33). Então um dos soldados Lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água (v. 34). Isso indica que foi após Sua morte que Seu sangue foi totalmente vertido. Somente João viu isso (v. 35).
Essa sequência de morrer e depois derramar o sangue é bastante significativa, pois indica que o Senhor veio primeiramente para lidar com nossa vida da alma, com o velho homem. O sangue de Jesus foi derramado para resolver o problema dos nossos pecados, mas não podemos perder de vista a verdadeira preocupação de Deus com o homem. Os pecados, na verdade, são consequências de o homem viver em si, por si e para si mesmo.
Por meio do testemunho de João, vemos também que o Senhor não apenas derramou o sangue, mas também verteu água de Si para que, por um lado, fôssemos redimidos por Seu sangue e, por outro lado, nascêssemos outra vez, por meio da água (3:5). O Senhor morreu e ressuscitou por nós para que não vivamos mais para nós, mas para Ele (2 Co 5:15).